Sunday, May 1, 2011

A mulher moderna



A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, 
que não perde (e nem tem) tempo com futilidades, 
é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, 
que é independente sentimentalmente dos outros, 
que é corajosa, companheira, confidente, amante... 

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes, mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços... 

É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda... 

Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, 
olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer... 

(Arnaldo Jabor)

Wednesday, April 27, 2011

12 months ago



About 1 year ago, I had snow, ice and all that good stuff melting down outside my windows.
I had no money, no family, no peace and absolutely no love. 
But I had God and about 4 to 5 friends who really made the difference. 
I never slept a full night (for a very long time).
I could not think straight. I was afraid. I was lost. 
I had no hope, no dreams, no present and no future.

As of today, I have the sun, the ocean and the sand burning down my feet.
A little bit of money is starting to show up magically. 
I have family around. And lots of love.
God is still 'hanging' on my right side, and good friends are still making the difference.

How did I get here?
The last 6 months have been a fog for me.
My head only started to clear recently.
I am getting clearer in my thinking, I make decisions about my future.
Sometimes I find myself dancing alone in my kitchen. Naked. (I kid you not)
There is still fog around the top but my brain is starting to renew..

Spring is in the air and I actually see blooms popping up everywhere.
Looking in the mirror and no longer seeing sad eyes.
Walking with stronger steps.
New life. New hope.
I see a renewal and I want to go on.
I welcome the change! 

And I am still finding my own ways, 
and I am still - proudly - learning to be me.

Arnaldo Jabor entende bem!

"Não falarei das coxas e seios e bumbuns... Falo de uma aura mais fluida que as percorre. 

Gosto do olhar de onça, parado, quando queremos seduzi-las, mesmo sinceramente, 
pois elas sabem que a sinceridade é volúvel, não perdura. 
Um sorriso de descrédito lhes baila na boca quando lhe fazemos galanteios, 
mas acreditam assim mesmo, porque elas querem ser amadas, muito mais que desejadas. 
Elas estão sempre fora da vida social, mesmo quando estão dentro. 

Podem ser as maiores executivas, mas seu corpo lateja sob o tailleur, 
e lá dentro os órgãos estranham a estatística e o negócio. 
Elas querem ser vestidas pelo amor. 
O amor para elas é um lugar onde se sentem seguras, protegidas. 

A mulher pensa por metáforas. 
O homem por metonímias. 
Entenderam? Claro que não. 
Digo melhor, a mulher compõe quadros mentais que se montam em um conjunto simbólico sem fim, como a arte. O homem quer princípio, meio e fim. Não estou falando da mulher sociológica, nem contemporânea, nem política. Falo de um sétimo órgão que todas têm, de um "ponto g" da alma. 

Mulher não tem critério; pode amar a vida toda um vagabundo que não a merece 
ou deixar de amar instantaneamente um sujeito devoto. 
Nada mais terrível que a mulher que cessa de te amar. 
Você vira um corpo sem órgãos, você vira também uma mulher abandonada. 

Toda mulher é "Bovary"... e para serem amadas, instilam medo no coração do homem. 
Carinhosas, mas com perigo no ar. 
A carinhosa total entedia os machos... ficam claustrofóbicos. 
O homem só ama profundamente no ciúme. 
Só o corno conhece o verdadeiro amor. 
Mas, curioso, a mulher nunca é corna, mesmo abandonada, humilhada, não é corna. 
O homem corneado, carente, é feio de ver. 
A mulher enganada ganha ares de heroína, quase uma santidade. 
É uma fúria de Deus, é uma vingadora, é até suicida. Mas nunca corna. 
O homem corno é um palhaço. Ninguém tem pena do corno. 
O ridículo do corno é que ele achava que a possuía. 
A mulher sabe que não tem nada, ela sabe que é um processo de manutenção permanente. 
O homem só vira homem quando é corneado. 
A mulher não vira nada nunca. 
Nem nunca é corneada... pois está sempre se sentindo assim. 
Como no homossexualismo: a lésbica não é viado. 

A mulher é poesia. 
O homem é prosa. 
Isso não quer dizer que a mulher seja do bem e o homem do mal. 
Não. Muitas vezes, seus abismos são venenosos, seu mistério nos mata. 
A mulher quer ser possuída, mas não só no sexo, tipo "me come todinha". 
Falam isso no motel, para nos animar. 
O homem é pornográfico; a mulher é amorosa. 
A pornografia é só para homens. 
A mulher quer ser possuída em sua abstração, em sua geografia mutante, 
a mulher quer ser descoberta pelo homem para ela se conhecer. 
Ela é uma paisagem que quer ser decifrada pelas mãos e bocas dos exploradores. 
Ela não sabe quem é. Mas elas também não querem ser opacas, obscuras. 
Querem descobrir a beleza que cabe a nós revelar-lhes. 
As mulheres não sabem o que querem; o homem ACHA que sabe. 

O masculino é certo; o feminino é insolúvel. 
O homem é espiritual e a mulher é corporal. 
A mulher é metafísica; homem é engenharia. 
A mulher deseja o impossível; desejar o impossível é sua grande beleza. 
Ela vive buscando atingir a plenitude e essa luta contra o vazio justifica sua missão de entrega. 
Mesmo que essa "plenitude" seja um "living" bem decorado ou o perfeito funcionamento do lar. 
O amor exige coragem. E o homem... é mais covarde. 
O homem, quando conquista, acha que não tem mais de se esforçar e aí , dança... 

A mulher é muito mais exilada das certezas da vida que o homem. 
Ela é mais profunda que nós. 
Ela vive mais desamparada e, no entanto, mais segura. 
A vida e a morte saem de seu ventre. 
Ela faz parte do grande mistério que nós vemos de fora, com o pauzinho inerme. 
Ela tem algo de essencial, tem algo a ver com as galáxias. 
Nós somos um apêndice.

Hoje em dia, as mulheres foram expulsas de seus ninhos de procriação, 
de sua sexualidade passiva, expectante e jogadas na obrigação do sexo ativo e masculino. 
A supergostosa é homem. É um travesti ao contrário. 
Alguns dizem que os homens erigiram seus poderes e instituições apenas para contrariar os poderes originais bem superiores da mulher. 

As mulheres sofrem mais com o mal do mundo. 
Carregam o fardo da dor histórica e social, por serem mais sensíveis e mais fracas. 
Os homens, por serem fálicos, escamoteiam a depressão e a consciência da morte 
com obsessões bélicas, financeiras ou políticas. 
As mulheres agüentam firmes a dor incompreendida. 
O mundo está tão indeterminado que está ficando feminino, 
como uma mulher perdida: nunca está onde pensa estar. 
O mundo determinista se fracionou globalmente, como a mulher. 
Mas não é o mundo delicado, romântico e fértil da mulher; 
é um mundo feminino comandado por homens boçais. 
Talvez seja melhor dizer um mundo travesti. 
O mundo hoje é travesti. "


(Arnaldo Jabor)

Monday, April 18, 2011

Hi, baby!!!

Craving a weekend getaway!


It's Monday all over again. And I'm just starting to miss 'my' New York City.
... And I'm thinking, and thinking and thinking ... almost burning my brains,
when I realize that I am actually missing anywhere else, but here.
Don't get me wrong, I love my new home, my surroundings and everything that is part of it.
But it's always good to get out of the routine and recharge the batteries with something new.

And this is where I am now; craving to see some new places, some 'new faces' and a fresh atmosphere somewhere outdoorsy watching the ocean and the full moon.